Entenda por que pacientes que usaram o “kit Covid” precisam de transplante de fígado

Hepatite medicamentosa é o nome da intoxicação causada pelo uso dos remédios

Por: Maria de Toledo Leite | 26 março - 18:07

A hepatite medicamentosa foi a doença identificada no paciente que está na fila de transplante de fígado após o uso do “kit Covid”. O kit contém azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina, remédios considerados por especialistas como ineficazes contra o coronavírus.

O homem que sofre dessa consequência é um morador de 50 anos da cidade de Indaiatuba. Por recomendação médica, o paciente fez o uso do kit e agora segue em observação em sua casa. Ele testou positivo para Covid-19 há mais ou menos três meses e um mês depois do uso dos remédios, começou a sentir os sintomas da hepatite medicamentosa.

Avião milita, profissionais da saúde e ambulâncias abertas recebendo pacientes

Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini

A doença pode ser causada pela ingestão de uma alta dose de medicamentos, já que a maioria deles é processada no nosso fígado. A ingestão de muitos remédios pode modificar a forma na qual o órgão funciona.

Seus sintomas incluem cansaço, dor de cabeça, mal-estar, fadiga, febre, desmaio, confusão mental, vômito e náusea e podem aparecer depois de 24h da ingestão dos remédios ou até 1 mês depois.

Para explicar melhor, o fígado é impactado pelo consumo dos medicamentos, porque é ele quem transforma esses remédios para que suas substâncias sejam absorvidas por nosso organismo. Quando existe uma sobrecarga de medicamento, a célula que produz a bile (que é uma substância que ajuda na digestão) é destruída.

Devido a isso, a produção de bile fica desregulada e ela vai em excesso para nossa círculação sanguínea, gerando níveis muito mais altos do que o normal, o que acaba causando a coloração amarela nos olhos e peles de quem tem a doença.

Tratamento:

Dependendo do estágio e que ela está, a hepatite medicamentosa pode ou não ter tratamento. Isso porque em alguns casos que os remédios são suspendidos rapidamente, pode-se ver melhora, mas o tratamento com medicação específica não é muito eficaz. Por isso, a indicação é que o paciente passe por um transplante de fígado em casos mais graves da doença.

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