CPI da Covid: investigação prevê quebras de sigilo, acareações e audiências com auxiliares de Bolsonaro

Roteiro elaborado pelo senador Alessandro Vieira ainda será submetido a votação

Por: Maria de Toledo Leite | 19 abril - 17:49

A versão prévia do programa de trabalho da CPI da Covid prevê acareações (confontação de duas ou mais testemunhas, quando seus depoimentos anteriores não são o suficiente), quebras de sigilo e a convocação dos principais auxiliares do presidente Jair Bolsonaro para que esclareçam ações e eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia. O programa funcionará como um guia para as investigações da comissão e foi feito pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que também faz pate da CPI.

A elaboração do rascunho levou em conta sugestões feitas por outros membros da comissão, entre eles os senadores Omar Aziz, cotado para assumir a presidência, e Renan Calheiros, cotado para ser o relator do colegiado.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ainda segundo o plano de trabalho, os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Economia, Paulo Guedes, devem ser convocados para prestar depoimento como testemunhas.

O objetivo de chamar Queiroga é que o ministro dê explicações sobre a escassez de medicamentos e outros insumos que fazem parte dos “kit intubação”, sobre a atual demanda de oxigênio no país, sobre a distribuição de medicamentos sem eficácia comprovada e sobre a aquisição de vacinas.

No caso de Paulo Guedes, a intenção é que ele explique sobre os recursos gastos com o auxílio emergencial e as medidas econômicas direcionadas à população mais necessitada.

Ainda existe a possibilidade de que todos os ex-ministros da Saúde sejam chamados, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello, além do ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do ex-chefe da Secetaria de Comunicação Social Fábio Wajngarten.

O ex-comandante do Exército, general Edson Pujol, também está entre os alvos da comissão e a intenção é que ele fale sobre a fabricação de cloroquina pelo Exército e o custeio de insumos.

Para as investigações, o plano prevê acareações entre testemunhas e quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e de dados.

O plano ainda é um rascunho e pode sofrer mudanças. O documento será votado durante a primeira reunião da CPI, que deve acontecer no dia 22 ou 27 de abril, conforme dito pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

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