Covid-19: o que se sabe sobre a variante P1 identificada em Manaus

A prefeitura de São Paulo acaba de divulgar que a P1 representa 64% dos casos confirmados

Por: Sophia Bernardes | 26 março - 11:51

Uma nova variante foi identificada na cidade de Manaus, no estado do Amazonas em janeiro, mas ele segue circulando pelo país e pelo mundo.

A nova variante foi identificada pela primeira vez em quatro pessoas que voltaram ao Japão depois de uma viagem ao estado do Amazonas. Os passageiros desembarcaram em Tóquio no dia 2 de janeiro e passaram por uma testagem no aeroporto, que indicou a presença do vírus.

Foto: Agência Brasil

Após análise, o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão identificou, no dia 6 de janeiro, que o vírus encontrado nos passageiros se tratava de uma nova variante com 12 mutações. O caso foi tornado público pelo Ministério de Saúde do Japão no dia 10 de janeiro, que alertou as autoridades brasileiras.

Em estudo, cientistas de dez instituições investigaram as amostras de pacientes infectados em Manaus e descobriram que 42% dos casos foram provocados pela nova variante.

Durante uma pandemia, é previsto que o vírus sofra mutações conforme é transmitido de pessoa para pessoa.

Embora existam centenas de variantes da Covid já identificadas no mundo, a variante brasileira P1 tem mutações que tornam o vírus mais contagioso e mais resistente a anticorpos da doença, o que pode aumentar o número de casos inclusive entre as pessoas que já se recuperaram da covid-19.

O que se destaca nessa nova variante é que as mudanças ocorreram nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele invada as células do nosso corpo.

P1 Manaus a fora

A prefeitura de São Paulo acaba de divulgar que a P1 representa 64% dos casos confirmados. Além da capital paulista, nos estados do Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina também foram identificadas a P1.

Em pelo menos 19 países a linhagem P1 já foi identificada, como Alemanha, Bélgica, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Peru, Portugal, Turquia e Venezuela. Até onde se sabe, todos os casos foram importados do Brasil.

No Distrito Federal essa variante está predominante, baseado em estudos um estudo feito com 44 amostras genéticas no início de março, divulgada pelo secretário de Saúde Osnei Okumoto, em coletiva na quinta-feira (25).

De acordo com o Secretário, das 44 amostras a variante P1 foi encontrada em 24 delas, e as restantes foram detectadas as outras cepas que circulam pelo país.

Vacinas

O Instituto Butantan informou na manhã dessa sexta-feira (26) que a Butanvac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida integralmente pelo instituto, está preparada para a combater a variante do Amazonas P.1, que é considerada mais transmissível.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o imunizante já foi desenvolvido a partir dessa variante. “Na realidade, nós trabalhamos na versão P.1 da vacina, então quando entrar em produção será na versão P.1”, afirmou.

Em estudo realizado por cientistas do Instituto Butantan e da Universidade de São Paulo (USP), no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), comprova que a Coronavac tem eficácia contra as  novas variantes que circulam no país incluindo a P1.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na última sexta-feira (19) que estudos preliminares indicam que a vacina da AstraZeneca desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford é eficaz contra a variante brasileira da Covid P1.

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