Coronavac apresenta até 73,8% de eficiência após segunda dose, diz estudo do HC

Estudo acompanhou a vacinação de 20 mil profissionais do Hospital das Clínicas avaliar a eficiência da Coronavac em relação à população não imunizada

Por: Sophia Bernardes | 08 abril - 11:35

Os profissionais da saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), foram vacinados com o imunizante CoronaVac e submetidos à análise que constatou eficiência de até 73,8% da vacina contra a Covid-19, nas pessoas imunizadas em comparação com a população não vacinada.

Na pesquisa constatou que a eficácia da Coronavac contra a Covid é de 50,7% duas semanas após a aplicação da segunda dose, e atinge 73,8% cinco semanas depois de os profissionais terem sido vacinados.

Vacinas Coronavac contra a Covid-19

Foto: Agência Brasil

Anna Sara Levin, chefe da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do HCFMUSP, afirmou sobre a segurança do imunizante, “Nesse estudo, falamos em efetividade da vacina porque é uma aplicação na vida real, diferente do que é realizado nos ensaios clínicos, que avaliam a eficácia em condições específicas e consideradas ideais. Esse estudo com os funcionários do HC, que vacinou um número grande de pessoas, é fundamental porque corrobora os resultados obtidos nos estudos clínicos do Butantan”.

O estudo fez uma comparação com os casos sintomáticos dos profissionais do HC e os resultados observados em outros infectados pela doença.

De acordo com os responsáveis pelo o estudo, o índice de casos de Covid-19 detectados entre os profissionais de saúde do hospital não acompanhou o ritmo de contaminação crescente entre o restante da população.

Antes da vacina CoronaVac, os casos de Covid-19 entre os profissionais do Hospital das Clínicas seguiam o mesmo nível da população em geral. Desde o início da imunização dos funcionários, a contaminação no hospital registrou queda.

O estudo realizado entre os profissionais do hospital também avaliou as novas variantes da Covid, entre 142 amostras analisadas aleatoriamente, 67 foram identificadas como variantes, das quais 57 do Amazonas (P1), 5 do Reino Unido (B.1.1.7) e outras 5 que não puderam ser identificadas pelos métodos utilizados na pesquisa.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Anvisa autoriza realização de ensaio clínico da vacina Medicago/GSK no Brasil

Concentradores de oxigênio para hospitais estaduais começam a ser entregues hoje em SP

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:

Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você