Compra de vacina por empresas: líderes acreditam que adiar a análise do projeto no Senado seria o ideal

Não são todos os senadores com concordam com o projeto, que foi aprovado nesta quarta (7) pela Câmara

Por: Maria de Toledo Leite | 08 abril - 17:02

Durante reunião de líderes nesta quinta-feira (8), senadores defenderam que a análise sobre o projeto que libera a compra de vacina por empresas deveria ser adiada. Segundo eles, o ideal seria que houvesse uma discussão mais ampla sobre o tema antes da votação acontecer.

A principal mudança da proposta é que seja retirada a exigência de que as empresas que importam vacinas tenham que doar 100% do lote recebido ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quarta-feira (7), o projeto foi aprovado pela Câmara.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Outra mudança presente no texto é a liberação da compra de imunizantes sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que sejam autorizados por agências estrangeiras reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na reunião dos líderes, os senadores pediram para Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, que fosse dado um prazo maior para o debate sobre a medida. Pacheco já havia questionado o governo e o Ministério da Saúde sobre os efeitos da compra de imunizantes pelo setor empresarial e se isso poderia, por exemplo, causar uma concorrência com o projeto federal de vacinação.

Foi decidio adiar a votação, que ainda não tem data para acontecer.

A lei atual permite que empresas comprem vacinas, mas todas as doses importadas precisam ser doadas para a rede pública de saúde até que todos os membros dos grupos prioritários sejam vacinados, o que corresponde a 77 milhões de pessoas.

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