Cidades da Bahia relataram frascos da vacina Coronavac com quantidade menor de doses do que o previsto

A mesma situação aconteceu em municípios no Paraná

Por: Maria de Toledo Leite | 12 abril - 19:25

Pelo menos 32 municípios da Bahia relataram que frascos de vacinas CoronaVac e Astrazenca continham uma quatidade menor de imunizante do que a descrita na embalagens. A situação foi levada à Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e também ocorreu com pelo menos sete cidades do Paraná.

Segundo a Prefeitura de Salvador, cerca de 21.400 frascos recebidos da vacina Coronavac tinham um redimento mais baixo do que o descrito no rótulo, sendo que alguns tinham até seis doses a menos do que o previsto.

Foto: Govesp

A situação também aconteceu em Lauto de Freitas, cidade da região metropolitana da capital da Bahia. De acordo com a prefeitura, os frascos recebidos têm com uma média de duas doses a menos. Foram relatados casos parecidos em outras 28 cidades.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) afirmou que existem 98 notificações de suspeita de queixa técnica por volume menor do que o relatado no rótulo das vacinas para Covid-19 em cidades baianas lançadas entre 2 fevereiro e 10 de abril deste ano. Segundo o órgão, 86 queixas são sobre a Coronavac e as outras 12 sobre a vacina Oxford/Astrazeneca.

Das 98  notificações, 84 já estão sendo investigadas.

Até esta segunda-feira (12), pouco mais de 2 milhões de pessoas receberam a primeira dose contra a Covid-19 na Bahia, sendo que 1.051.280 dessas foram vacinadas com a segunda dose também.

Na última terça-feira (6), a aplicação da primeira dose de imunizante foi suspensa em Salvador por falta de estoque. No entanto, a segunda aplicação segue normalmente.

Instituto Butantan

O órgão se pronunciou sobre a situação e afirmou que os frascos são envasados com 5,7 mL e que todas as notificações recebidas até agora relatando suposto problema no rendimento foram investigadas e em todos os casos foi verificada prática incorreta na aplicação das doses pelos serviços de vacinação.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou sobre uma orientação para que os estados e municípios registrem, no formulário técnico, quando não for possível aspirar o total de doses declaradas nos rótulos das vacinas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ficará responsável pela análise dos casos.

Anvisa

Segundo a agência, houve um aumento de queixas técnicas sobre a redução do volume nos frascos das vacinas e que os relatos estão sendo analisados como prioridade.

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