Butanvac: Instituto Butantan desenvolve nova vacina para Covid

Laboratório pedirá autorização da Anvisa para a realização de testes das fases 1 e 2

Por: Leonardo Fernandes | 26 março - 06:41

O Brasil pode receber uma nova vacina no combate ao coronavírus ainda em 2021. No caso, o Instituto Butantan está em fase de desenvolvimento com o projeto de seu próprio imunizante, que se chamará “Butanvac”. A informação foi dada pelo governador João Dória (PSDB) e representantes do instituto, durante um pronunciamento sobre o projeto nesta sexta-feira (26).

O Butantan fará um pedido de autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dar prosseguimento aos testes da vacina. O objetivo do laboratório é alcançar a marca de 40 milhões de doses da Butanvac até o fim de 2021. Hoje, o Instituto administra e envasa a Coronavac, que recebe insumos chineses para produção. A Butanvac terá produção 100% nacional, e começaria a ser aplicada em julho.

Vacina Coronavac

Atualmente, o Instituto Butantan administra a Coronavac, que utiliza insumos vindos da China. Foto: Reprodução

O instituto quer a permissão para os testes das fases 1 e 2, que são necessárias para avaliar a segurança de imunização de qualquer vacina. Caso houver aprovação, as duas fases atenderão 1.800 voluntários; e a fase 3, com até 9.000 voluntários, estipularia a eficácia. Além do mais, a Butanvac não irá interferir no cronograma da Coronavac, nem no nacional como um todo. As vacinas não serão produzidas no mesmo local.

“Essa é uma vacina prioritariamente para o Brasil e brasileiros, depois atenderemos outras nações que também sofrem com a covid-19. A produção vai iniciar em maio sob sua responsabilidade, com autorização do governo de São Paulo e do Butantan”, falou Dória.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, também disse que ainda não há recurso do Ministério da Saúde no projeto. Por enquanto, apenas o instituto e o Governo de São Paulo estão envolvidos.

O laboratório de São Paulo administra atualmente quatro projetos (três próprios, e um em conjunto com a UFMG, a USP de Ribeirão Preto, a Fiocruz em Minas Gerais e 0 Instituto de Ciência e Tecnologia de Vacinas, também em MG). As iniciativas fazem parte do total de 11 projetos de vacinas no Brasil.

Vacinas do Butantan utilizam a técnica de vírus inativo

Dois dos projetos do Butantan utilizam a técnica do vírus inativo, que utiliza compostos do vírus morto ou fragmentado. Além do mais, a tecnologia para a criação da Butanvac será a mesma usada na vacina da gripe.

Como explicado por Dimas Covas, uma cepa do vírus é inserida num ovo e é embrionada dentro dele. “O vírus é purificado a partir desse ovo. Então, na verdade, a fábrica da vacina é o ovo: o embrião da ave, o pintinho, que produz os vírus que depois são transformados em vacina”, disse.

O balanço de vacinação aponta que 14.074.577 pessoas no Brasil receberam pelo menos as primeiras doses das vacinas.

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