Bruno Covas confirma 1º morte por falta de atendimento em UTI

Prefeitura anunciará novas medidas e ampliação de leitos

Por: Sophia Bernardes | 18 março - 12:12

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta manhã que a capital registrou a primeira morte de um paciente por falta de vaga na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Médicos em atendimento ao covid-19

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“Infelizmente já tivemos o primeiro caso, que aconteceu na zona leste da cidade de São Paulo, uma pessoa falecer sem conseguir atendimento na cidade de São Paulo. A gente vê, infelizmente, colapsando o sistema de saúde”, disse Covas em entrevista.

Segundo Covas, o índice de ocupação das UTIs na capital paulista está, neste momento, em 88%. Ontem (17), o estado tinha 395 pacientes a espera de leitos de UTI para covid-19.

Novas medidas de restrição

O prefeito afirmou que ainda hoje haverá um pronunciamento da Prefeitura para novas medidas de restrição na tentativa de reduzir a pressão sobre o sistema de saúde, entre elas a antecipação de feriados. “Essa medida se mostrou eficiente no ano passado, é uma das que a gente pode anunciar agora no final da manhã”, afirmou em entrevista. No entanto, o prefeito descartou a possibilidade de decretar um novo lockdown na cidade de São Paulo.

“Se a gente conseguir 15 dias que as pessoas consigam voltar aos índices de isolamento do início da pandemia, a gente já consegue uma melhora na quantidade de casos e internações. Precisamos desse prazo de 15 dias que os especialistas da vigilância apontaram para conseguir colocar a curva para baixo e atender todo mundo na cidade”, completou o prefeito.

Expansão de leitos

Bruno Covas (PSDB) contou que ainda trabalha para ampliar a quantidade de leitos para atender a população. Atualmente, a capital tem a mesma quantidade de leitos que tinha no ano passado no pior momento da pandemia, mas desta vez sem a utilização de hospitais de campanha.

Embora mostre interesse em ampliar a oferta de leitos, Covas disse que há um limite para isso e pediu a compreensão da população para que a população respeite as medidas de restrição e isolamento social.

“A gente não consegue dobrar, triplicar, quadruplicar a quantidade de leitos. É preciso que as pessoas possam respeitar o isolamento social para a gente poder reduzir a taxa de contaminação. Esse é o grande segredo, a grande finalidade das medidas de restrições”, declarou.

Sa a capital paulista conseguir voltar aos índices de isolamento que registrou no início da pandemia acima dos 50% , em um um período de 15 dias já haveria uma redução na quantidade de casos e internações.

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