Ao menos uma dose de vacina foi aplicada em mais de 23 milhões de brasileiros

Entre países do G20, o Brasil é, em números totais, o 5º que mais vacinou

Por: Maria de Toledo Leite | 10 abril - 21:40

Segundo dados divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa neste sábado (10), 23.077.025 pessoas receberam a primeira dose de imunizante contra a Covid-19 no Brasil, o que representa 10,90% da população do país.

No entanto, a segunda aplicação vem sido mais lenta. Até agora, 6.978.834 brasileiros receberam a segunda dose de vacina em todo o país, o mesmo que 3,30% da população. Em números totais, o Brasil aplicou 30.055.859 e está em 5º lugar no ranking de vacinação entre os países do G20.

Doses de vacina em caixas

Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará

Mesmo com a campanha de vacinação acontecendo, o país tem registrado números altos de mortes e casos do coronavírus. Só neste sábado, foram contabilizadas 2.535 mortes por Covid-19 no Brasil, que ultrapassou a marca de 351 mil vítimas desde o início da pandemia.

Dados divulgados pelo Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, apontaram que o número de casos no país aumentou em 701,58% entre janeiro e março deste ano e que foram registradas 468,57% a mais de mortes durante o mesmo período.

Nesta sexta-feira (9), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a solução para controlar a pandemia no Brasil não é priorizar a vacinação e que isso não será o suficiente. A organização apontou a importância de ações, como o isolamento social, para conter a disseminação do vírus.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também se pronunciou sobre a situação brasileira e disse que o país se encaminha para uma “catástrofe”. Em nota divulgada, a ONU também defendeu a restrição na circulação de pessoas e o apoio à população para a realização de medidas do tipo.

O consórcio de veículos de imprensa:

Formado em junho de 2020, o consórcio foi uma resposta a ação do presidente Jair Bolsonaro de, na época, não divulgar os dados relacionados a pandemia.

Jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL coletam as informações nas secretarias de Saúde, e divulgam em conjunto o número de óbitos por covid-19, a quantidade de pessoas contaminadas e a média móvel, que indica em quais estados a pandemia está aumentando, diminuindo ou continua estável.

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