Anvisa autoriza ensaio clínico chinês de vacina contra o coronavírus

No Brasil serão incluídos 12.100 voluntários, entre os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 19 abril - 14:56

Na sexta-feira (16) a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o estudo clínico de mais uma vacina contra a covid-19. O imunizante é desenvolvido pela empresa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, sediada na China. A aplicação consiste em duas doses, com um intervalo de 22 dias entre elas. 

A informação da autorização dos testes foi divulgada hoje (19). No site oficial da agência, a Anvisa escreveu “O ensaio clínico aprovado é de ⅔ (CLO – SCB-2019-003), duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, para avaliar a eficácia, imunogenicidade e segurança da vacina recombinante da subunidade da proteína S”. 

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Foto: Reprodução/Pixabay

No Brasil serão incluídos 12.100 voluntários, entre os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. A vacina também será testada em outros 10 mil voluntários em países da América Latina, além do Reino Unido, Espanha, China, África do Sul e Bélgica. 

A Anvisa afirmou que “Os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável das vacinas candidatas”. Esse é o sexto estudo de vacina contra a covid autorizado pela agência. 

Em junho de 2020, a Anvisa autorizou o ensaio clínico da vacina Astrazeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford. No mês seguinte foi a vez da vacina Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, ainda em julho outro teste começou, a da vacina Pfizer/BioNtech 

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Nesta segunda-feira (19), será iniciada a inspeção das fábricas onde são produzidas as doses da vacina Sputnik V contra a covid-19. Cinco inspetores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já viajaram nesta sexta-feira (16) para a Rússia.

A viagem foi acertada após um telefonema entre Putin e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que abordou a dificuldade que a Anvisa tem encontrado em ter acesso aos documentos necessários para aprovar o imunizante.

A expectativa é que a viagem sirva para verificar as fábricas e conseguir acesso aos dados que faltam para a agência autorizar o uso emergencial da vacina.

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