USP desenvolve sete projetos de vacinas contra Covid-19

Segundo Ministério da Saúde, há pelo menos 17 pesquisas de imunizantes da fase de pré-clínicos em andamento

Por: Marina Correa de Genaro | 28 março - 14:55

Está sendo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), sete projetos de vacina contra a Covid-19 distribuídos entre as diferentes faculdades que compõem a instituição.

Um deles é a própria Versamune, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, que já teve o pedido de realizar testes em humanos feito à Anvisa.

Pacote de vacinas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Outro imunizante na mesma situação é a Butanvac, desenvolvido pelo Instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, há pelo menos 17 pesquisas em andamento.

Há também uma possível vacina via spray nasal, também na USP.

Spray Nasal

O Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina (FMUSP) é responsável pelo desenvolvimento do spray nasal, conhecido como “vacina sem dor”, que tem como objetivo ser bem aceita por crianças, gestantes e idosos.

O projeto se encontra finalizando os ensaios pré-clínicos

Vacina Nanoparticulada

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) é a responsável por desenvolver a vacina nanoparticulada e aguarda autorização da Anvisa para iniciar os testes clínicos.

Para desenvolver o projeto, a FMRP firmou parcerias com a Farmacore e a PDS Biotecnology.

Vacina de vetor viral

A responsável pelo desenvolvimento da vacina de vetor viral é a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Segundo a USP, o projeto ainda está na fase de ensaios pré-clínicos. Uma curiososidade é que essa vacina também pretende imunizar gatos, porque esses animais também são suscetíveis à doença.

Nanovacinas

O projeto é liderado por Marianna Favaro e o objetivo é desenvolver uma tecnologia em que a proteína do vírus é modificada geneticamente e passa a se comportar como uma nanopartícula, que mimetiza as características de tamanho e carga virais.

Vacina de RNA

À frente desse trabalho está a pesquisadora do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas da USP, Jamile Ramos.

Apesar de ser uma plataforma que dá maior agilidade à produção de um imunizante, a vacina de RNA apresenta algumas desvantagens em relação à de DNA. Segundo Jamile, o RNA é mais instável, fácil de ser degradado e por isso é necessário envolvê-lo em uma capa de gordura para que ele chegue até as células humanas.

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