“Tem gente tomando comprimido de cloroquina como pílula do dia seguinte” criticou o Haddad

O medicamento é recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo Ministério da Saúde; Internautas criticaram a comparação.

Por: Larissa Placca | 28 março - 16:29

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), voltou a criticar o uso da cloroquina.

O medicamento não tem eficácia comprovada para combater e prevenir a covid-19,

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT) em entrevista

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT) em entrevista; Foto: Agência Brasil/Divulgação

A Cloroquina é recomendada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo Ministério da Saúde dentro do “kit covid” para o “tratamento precoce”.

A referência do ex-prefeito, a pílula do dia seguinte, é um medicamento para impedir uma gravidez, após o ato sexual sem preservativo.

Cientistas, médicos e opositores de Bolsonaro já vêm criticando o uso da cloroquina, a ivermectina e a azitromicina, medicamentos que fazem parte do ‘kit covid’ ou “tratamento precoce”. Esta sendo estudado efeitos como a causa de hepatite medicamentosa nos pacientes. Leia mais abaixo sobre.

Através de um comunicado divulgado nesta segunda-feira (22), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) desaconselhou o uso de ivermectina como tratamento e profilaxia contra a covid-19.

Hospitais têm registrado casos da doença que inflama ou causa lesão no fígado por conta do uso desses remédios do ‘kit covid’. A doença, quando agravada, pode resultar na necessidade de transplante de fígado. Em alguns casos, os pacientes podem morrer.

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Nos comentários da postagem de Haddad, internautas criticaram a comparação entre os medicamentos.

Estudos sobre a Cloroquina

Em 2020, o Hospital Albert Einstein juntamente como o HCor, o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Oswaldo Cruz e a Beneficência Portuguesa realizaram um estudo aprofundado sobre a hidroxicloroquina.

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O grupo concluiu em sua pesquisa que o medicamento não tem eficácia no tratamento da Covid-19, e podendo causar alterações em exames de eletrocardiograma e indícios de lesão hepática.

Entenda por que pacientes que usaram o “kit Covid” precisam de transplante de fígado

A hepatite medicamentosa foi a doença identificada no paciente que está na fila de transplante de fígado após o uso do “kit Covid”. O kit contém azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina, remédios considerados por especialistas como ineficazes contra o coronavírus.

A doença pode ser causada pela ingestão de uma alta dose de medicamentos, já que a maioria deles é processada no nosso fígado. A ingestão de muitos remédios pode modificar a forma na qual o órgão funciona.

Leia a matéria completa sobre esse tema.

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