Rio Grande do Sul registra mais mortes do que nascimentos pela primeira vez na história

Foram 15.802 vidas perdidas contra 11.971 nascimentos no mês de março deste ano

Por: Maria de Toledo Leite | 09 abril - 17:51

Após o mês mais letal da pandemia no Brasil, o estado do Rio Grande do Sul sofreu uma diminuição em sua população. Pela primeira vez na história, um estado brasileiro registrou maior número de mortes do que de nascimentos, com uma diferença de 3.831 vidas entre os dois dados, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil).

No Rio Grande do Sul, das mais de 15 mil vidas perdidas em março, 7 mil foram causadas por complicações da Covid-19, de acordo com dados do governo estadual. Enquanto isso, nasciam 11.971 pessoas no estado.

Foto: Agencia Belem

No mês de março, o Brasil todo enfrentou um período sombrio em relação ao número de mortes e casos do coronavírus. O Rio Grande do Sul não foi excessão e atingiu o pior nível da pandemia, com o sistema de saúde em colapso. Hoje, a taxa de ocupação de leitos de UTI na rede pública é de 91%.

Os dados históricos registrados no estado só comprovam a gravidade da situação, “com uma forte tendência a que isso se aprofunde no mês de abril“, segundo o vice-presidente da Arpen/Brasil, Luis Carlos Vendramim Júnior.

São Paulo também é um estado em situação grave sobre a pandemia da Covid. Com 47.308 óbitos registrados em março, o estado é o com maior número de vidas perdidas no mês. No entanto, foram registrados 49.328 nascimentos, também o maior número entre os estados, o que subiu o total da população.

Em todo o país, foram 179.938 vidas perdidas e 227.877 nascimentos no mês de março.

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