Mulheres ficam imunizadas por mais tempo depois de infectadas com a covid-19, diz estudo francês

Foram estudados os casos de cerca de 400 pessoas que haviam sido infectadas sem a forma grave da doença

Por: Bianca Antunes | 22 abril - 17:21

Mulheres podem perder anticorpos com menos rapidez do que os homens após terem enfrentado o coronavírus, diz estudo realizado pelo Instituto Pasteur, com o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) e hospitais de Estrasburgo.

As conclusões desse estudo foram publicadas no Journal of Infectious Diseases, em que os pesquisadores explicam que o gênero parece influenciar na diminuição do nível de anticorpos que se formam quando o corpo luta contra o vírus.

Em nova pesquisa, não há relação entre casos graves da Covid-19 e tipos sanguíneos

Foto: Reprodução/Pixabay

“O nível de anticorpos presentes nas mulheres da amostra que acompanhamos diminui muito menos rapidamente do que nos homens”, diz Samira Fafi-Kremer, diretora do Instituto de Virologia do Hospital Universitário de Estrasburgo.

Foram estudados os casos de cerca de 400 pessoas que haviam sido infectadas sem a forma grave da doença. A cada três meses foram realizados testes sorológicos para acompanhar o desenvolvimento de anticorpos.

Os homens desenvolveram mais anticorpos no início, mas depois de seis meses, apenas 8% dos homens não perderam essa quantidade de anticorpos, enquanto 38% das mulheres mantiveram o mesmo nível.

“Seis meses depois de adoecer, 38% das mulheres não perderam os anticorpos, contra 8% dos homens”, detalha a pesquisadora.

A pesquisadora explica essa possível proteção por conta de hormônios e genética. “Os hormônios sexuais femininos têm a capacidade de estimular melhor a resposta imune. Além disso, o cromossomo X, envolvido na resposta imune, está presente duas vezes nas mulheres, enquanto os homens são XY”, diz Fafi-Kremer.

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