Ministério da Saúde confirma que 16.481 pessoas tomaram doses de vacinas diferentes

As doses trocadas são das duas vacinas aprovadas no Brasil, CoronaVac e Oxford/AstraZeneca

Por: Aline Bueno Silvestre | 27 abril - 22:48

O Ministério da Saúde confirmou à CNN Brasil que 16.481 pessoas tomaram doses de vacinas diferentes na imunização contra a Covid-19.

A troca aconteceu entre as duas vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): CoronaVac e Oxford/AstraZeneca.

Ministério da Saúde afirma que 16.481 pessoas tomaram doses diferentes da vacina da Covid-19

Foto Ricardo Wolffenbüttel / SECOM

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A maioria das pessoas afetadas tomaram a primeira dose da vacina da Oxford/Astrazeneca e a segunda dose da CoronaVac. 

As vacinas possuem intervalos diferentes. A Oxford/AstraZeneca deve ter um intervalo de 90 dias entre as duas doses. Já a CoronaVac tem um intervalo menor, de 14 a 28 dias. 

O Ministério da Saúde divulgou uma nota sobre o caso:

“O Ministério da Saúde acompanha os registros de casos de intercâmbio vacinal, que correspondem a aplicação de duas doses de laboratórios diferentes da vacina covid-19. Foram registradas, até o momento, 481 ocorrências desses eventos no e-SUS Notifica e outros 16 mil identificados no sistema SI-PNI.

A pasta recomenda aos estados e municípios o acompanhamento e monitoramento dessas pessoas e reforça, ainda, a importância da atenção no processo de vacinação para evitar que erros ocorram. Além disso, é fundamental que a notificação da primeira dose da vacina seja registrada no cartão de vacinação com os dados relativos ao fabricante do imunizante, para garantir a correta aplicação da segunda dose.”

Os dados são do Datasus, do Ministério da Saúde. 

Em Minas Gerais, cerca de 68 pessoas receberam doses diferentes. Leia a matéria completa.

O que dizem os especialistas?

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, falou sobre o risco de tomar a terceira dose.  “Não é possível afirmar que tem riscos, até porque são vacinas sem componentes vivos. O que poderia influenciar é na proteção, mas não há estudos confirmando se diminui ou aumenta a imunização nesses casos. O aconselhável é não tomar uma terceira dose da vacina”, disse. 

No entanto, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro teve um outro posicionamento. Para eles, se a segunda dose for aplicada em menos de 14 dias, deverá ser desconsiderada e reagendada com a fabricante da primeira dose.

Se o período for maior de 14 dias, o esquema é validado, mesmo não sendo recomendado.

*Com informações da CNN Brasil.

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