Lira questiona “o Brasil distribuiu 34 milhões de doses de vacina, por que só temos 18 milhões de doses aplicadas?”

O presidente da Câmara ainda afirma "não acho que seja possível, que nenhum governador e nenhum prefeito não esteja vacinando."

Por: Larissa Placca | 31 março - 19:05

Nesta quarta-feira (30), aconteceu o primeiro encontro do Comitê de Enfrentamento à covid-19. A reunião contou com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os presidentes da Câmara e do Senado.

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reforçou a importância da atualização de dados sobre o avanço da vacinação no país. “Nós temos que prestar a atenção em um dado, principalmente a imprensa, porque o Brasil distribuiu 34 milhões de doses de vacina e nós só temos 18 milhões de doses aplicadas?”, questiona.

O presidente da Câmara, Arthur Lira em discussão na Câmara

O presidente da Câmara, Arthur Lira em discussão na Câmara; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Lira acredita que há um descompasso nos números enviados pelas Secretarias e reforça a importância de que dados sejam atualizados e divulgados pelo Ministério da Saúde. “Eu não acredito, não acho que seja possível, que nenhum governador e nenhum prefeito não esteja vacinando.”

Nos dados divulgados pelos gráficos oficiais, existe uma falta de quase quatorze milhões de vacinas. “A nossa solicitação é que o Ministério da Saúde forme um grupo ainda mais rígido de controle desses dados”, pede Lira.

Ele, em sua fala, comenta de um estado, sem dizer qual, que supostamente teria recebido 3 milhões doses, mas nos registros, apenas 1,5 milhões de doses foram aplicadas.

Lira acredita que pode haver um estoque e que, caso seja verdade, essas doses deveriam ser enviadas para outros estados, ou se há um atraso na atualização das informações.

Ele ainda alerta que o atraso de envio das informações pode dificultar o processo de distribuição de vacinas feitas pelo governo federal.

Segundo ele, a Câmara irá debater hoje o projeto que autoriza compra de vacinas pela iniciativa privada, aprovado ontem (30) pelo Senado. O projeto permite que empresas vacinem seus funcionários, auxiliando o governo nesse processo de vacinação.

“Não há conflito de interesses, o ministério já tem contrato finalizado de mais de 500 milhões de doses. A iniciativa privada talvez possa, nesse momento, ter uma agilidade por outros caminhos, que possa trazer outras vacinas para o Brasil. Qualquer brasileiro vacinado é um a menos na estatística de poder contrair o novo vírus”, diz o deputado.

“Nós estamos em um momento de guerra e na guerra vale tudo para salvar vidas”.

Na coletiva de imprensa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) sabe da necessidade de medidas de segurança sanitária como o uso de máscara e o isolamento social. Ele ainda reforça que o controle técnico dessas ações é regulada pelo ministro da Saúde.

Ele disse ainda que nesse primeiro encontro do Comitê entre os principais temas abordados estavam a apresentação de medidas tomadas pelo Congresso Nacional; as principais reivindicações e sugestões feitas por governadores; e a criação de uma coordenação centralizada de entrega de insumos às secretarias estaduais. O senador destacou ainda tratativas do Ministério da Saúde como outros países para a aquisição de mais doses de vacinas.

Porém, ainda nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar o isolamento social. Sem máscara, ele afirmou mais uma vez que não adianta ficar em casa, contrariando o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e todas as recomendações sanitárias. Leia a matéria completa.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediu que se mantenha as regras de isolamento social reforçando a importância durante feriado da Páscoa que, segundo ele, poderia ser motivo de aglomeração de pessoas.

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