Instituto americano diz ter desenvolvido a ButanVac, vacina apresentada por Doria como totalmente brasileira

Segundo diretor do Butantan, Dimas Covas, o Mount Sinaié um dos fornecedores do vetor da vacina

Por: Larissa Placca | 26 março - 21:51

A Escola de Medicina Icahn do Instituto Mount Sinai, nos Estados Unidos, afirmou à Folha que a ButanVac, anunciada pelo Instituto Butantan como a primeira vacina brasileira, foi desenvolvida por eles.

A informação foi dada por Peter Palese, pelo diretor e professor do departamento de microbiologia do instituto.

Diretor do Butantan, Dimas Covas (à esquerda), o governador João Doria (centro) e o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, anunciam a ButanVac, a vacina brasileira contra covid-19

Diretor do Butantan, Dimas Covas (à esquerda), o governador João Doria (centro) e o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, anunciam a ButanVac, a vacina brasileira contra covid-19; Foto: AFP/Divulgação

Além disso, a informação consta em relatório de estudo datado em dezembro de 2020.

“Sim, também temos um acordo com o Instituto Butantan para entrar em testes clínicos no Brasil usando nosso vetor de vacina NVD. Também estamos desenvolvendo vacinas para variantes da Covid-19 baseadas nas versões sul-africana e brasileira para o Instituto Butantan.” afirmou o diretor, Peter Palese.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que “o Butantan está fazendo o desenvolvimento integral da vacina a partir de parcerias que temos e com um consórcio internacional”.

Segundo Dimas, o Mount Sinaié um dos fornecedores do vetor da vacina. Além disso, ele disse que há “inúmeras parcerias”, mas que elas só poderão ser divulgadas quando os acordos forem assinados. “Os comunicados conjuntos das parecerias serão feitos no momento oportuno por cada instituição do consórcio”.

ButanVac

O Butantan fará um pedido de autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dar prosseguimento aos testes da vacina. O objetivo do laboratório é alcançar a marca de 40 milhões de doses da Butanvac até o fim de 2021.

Hoje, o Instituto administra e envasa a Coronavac, que recebe insumos chineses para produção. A ButanVac terá produção 100% nacional, e começaria a ser aplicada em julho. A nova vacina de SP foi desenvolvida a partir do vírus inativado produzido em ovos embrionados.

O instituto quer a permissão da Anvisa para os testes das fases 1 e 2, que são necessárias para avaliar a segurança de imunização de qualquer vacina.

O ministro Marcos Pontes anuncia vacina apoiada pelo Governo, horas depois de Doria anunciar a ButanVac. O ministro negou que o anúncio da vacina federal tivesse relação com o evento do Governador de SP. Leia a matéria completa.

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