Cientistas estudam tempo de proteção das vacinas

"A vacina ainda tem resposta suficiente a ponto de gerar uma boa proteção", disse imunologista

Por: Bianca Antunes | 05 abril - 14:30

Há evidências que sugerem que a imunidade da vacina contra a covid-19 tenha uma proteção duradoura. Entretanto, os cientistas estão preocupados que a dinâmica possa ser parecida com o do vírus da gripe, que necessita novas vacinas a cada ano.

Por isso, fabricantes de vacinas já começaram a testar e produzir novas versões voltadas contra as variantes de preocupação do vírus, incluindo a cepa B.1.351, descoberta na África do Sul.

Mão de profissional da saúde aplicando vacina no braço de uma senhora

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Relatório da Pfizer mostra que as pessoas vacinadas na África do Sul continuam protegidas mesmo depois da cepa se tornar dominante. “A vacina ainda tem resposta suficiente a ponto de gerar uma boa proteção”, disse Scott Hensley, imunologista e especialista em vacinas da Universidade da Pensilvânia.

Hensley ainda explica que, embora a Pfizer sugira que pessoas que receberam as duas doses de seu imunizante permanecem com proteção imunológica por seis meses, isso não significa que a imunidade chega ao fim depois dos seis meses, mas sim que a pesquisa mais extensa alcançou essa conclusão de período.

“Eu não ficaria surpreso se concluíssemos que mesmo um ano depois da vacinação ainda haverá forte resposta do sistema imunológico. Nem ficaria surpreso se tivéssemos que ser vacinados apenas uma vez para tanto”, afirma o especialista.

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