Anvisa está receosa com o Cronograma de testes da ButanVac

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que tem previsão de terminar o estudo clínico até o meio deste ano

Por: Larissa Placca | 28 março - 13:02

Autoridades da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão receosos com o cronograma de testes da Butanvac.

Butanvac: Instituto Butantan desenvolve nova vacina para Covid

A vacina contra Covid-19 foi anunciada em parceria do Instituto Butantan e o governo de São Paulo nesta sexta-feira (26).

Vacina ButanVac

Vacina ButanVac; Foto: Governo de SP/Divulgação

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que tem previsão de terminar o estudo clínico até o meio deste ano.

Um dos motivos do receio dos pesquisadores é o histórico de promessas do governador João Doria (PSDB), que afirmou que todos os paulistas seriam vacinados contra o coronavírus até fevereiro de 2021.

Técnicos da Anvisa afirmaram que ainda é preciso analisar os documentos do instituto e o processo não é tão simples como anunciou o governo de São Paulo.

Anvisa recebe pedido de testes da ButanVac em humanos

Agora, a Anvisa vai analisar os dados das pesquisas clínicas com animais da vacina paulista, a partir daí, podendo avaliar a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança até o momento.

Cronograma da Butanvac

Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, se a agência autorizar, os testes de fase 1 e 2 simultâneas podem começar em abril.

A fase 1 é realizada com poucos voluntários, cerca de 100 pessoas, analisando os tipos de reações do imunizante no corpo humano. Os testes da fase 2, são realizados com 360 pessoas.

Se o imunizante se demonstrar seguro, irá para analise de eficácia, fase 3, realizando testes em milhares de participantes, para avaliar sua eficácia.

Vacina 100% brasileira

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes anuncia vacina apoiada pelo Governo, horas depois de Doria anunciar a Butanvac.

O ministro Marcos Pontes negou que o anúncio da vacina federal tivesse relação com o evento do Governador de SP, João Doria, visto como opositor de Bolsonaro nas decisões políticas. No evento, Doria apresentou a vacina que seria a primeira 100% brasileira.

“Não tem a ver um fato com o outro. Temos trabalhado nisso, e anunciado o trabalho das vacinas nacionais há bastante tempo. Então eu estava com a expectativa de poder anunciar o mais rápido possível”, disse Pontes.

A ButanVac é nacional?

A Escola de Medicina Icahn do Instituto Mount Sinai, nos Estados Unidos, afirmou que a ButanVac, anunciada pelo Instituto Butantan como a primeira vacina brasileira, foi desenvolvida por eles.

A informação foi dada por Peter Palese, pelo diretor e professor do departamento de microbiologia do instituto.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que “o Butantan está fazendo o desenvolvimento integral da vacina a partir de parcerias que temos e com um consórcio internacional”.

Segundo Dimas, o Mount Sinaié um dos fornecedores do vetor da vacina. Além disso, ele disse que há “inúmeras parcerias”, mas que elas só poderão ser divulgadas quando os acordos forem assinados.

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