58 mil pessoas ficam sem medicamento para doenças autoimunes

São 57.957 pessoas são atingidos pelo problema no país

Por: Bianca Antunes | 01 abril - 16:34

No Brasil, quase 58 mil pessoas que fazem tratamento para controle de doenças reumatológicas, dermatológicas e inflamatórias intestinais com adalimumabe, de 40 mg/0,4ml, enfrentam desabastecimento no SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2020.

São 57.957 pessoas são atingidos pelo problema no país. Só no estado de São Paulo são 19.306 pacientes, de acordo com o Movimento Medicamento no Tempo Certo, da BioRed Brasil, ONG que reúne associações de pacientes de todo o país. Na versão pediátrica, de 20 mg, também há desabastecimento, prejudicando cerca de 600 crianças no país.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O remédio é adquirido pelo governo federal e distribuído aos estados. As sociedades brasileiras de Dermatologia e Reumatologia, e o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil enviaram uma carta ao governo manifestando preocupação com a falta do medicamento.

“Sua descontinuidade pode gerar consequências irreparáveis para a saúde do paciente, como perda de visão, de um segmento intestinal e deformidades permanentes. Em muitos dos pacientes é a única droga capaz de controlar a doença, deixando a grande maioria dos usuários com a doença inativa. No caso da hidradenite, de alta carga inflamatória e morbidade, não há sequer substituto terapêutico com potencial capacidade de controle da doença”, diz o documento.

O ministério diz que aguarda a finalização do processo de compra via pregão eletrônico para dar continuidade ao abastecimento da rede, mas ainda não há previsão para a normalização do fornecimento de adalimumabe, que é de uso contínuo.

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