Ludmilla é capa de revista e fala sobre seu ‘papel na militância’: “Não é mimimi”

Cantora afirma que "virou militante" sem querer, mas que hoje "entende seu papel"

Por: João Paulo Soares | 17 julho - 12:14 PM | comentários

Ludmilla é um dos principais nomes da música brasileira, além de ser a mulher negra brasileira com mais seguidores na rede social Instagram. Com todo esse glamour, a cantora saiu como capa da revista Joyce Pascowitch e falou sobre a carreira, preconceito e militância.

Ludmilla muda o visual e avisa: “Fiz besteira no meu cabelo, tive que cortar todo”

A funkeira comentou sobre sua transição de cabelo e como assumiu de vez seus fios crespos. “Cresci achando que meu cabelo era errado, o mais feio do planeta e andava com várias pessoas que alisavam. Ter cabelo cacheado ou crespo não existia para mim. Hoje, aprendi a usá-lo e entendi que todos nós somos bonitos, basta a gente botar para fora e confiar mais na gente”, disse ela.

Ludmilla afirmou que “virou militante” sem querer, mas que hoje “entende seu papel”. “Muita gente coloca discurso em cima de mim, querem uma representatividade. Sei que a minha figura é bem importante no meu país e para várias meninas de onde eu vim, mas estou vivendo e só desejo que as pessoas sejam felizes”, explicou.

Ludmilla conquista 210 milhões de views no clipe “Cheguei”

A cantora revelou que ainda passa por diversos tipos de preconceitos. “Já sofri muito e ainda sofro. Teve marca que queria uma cantora para representá-la, mas por ser negra disse que eu não servia. As pessoas tentam tapar o sol com a peneira, mas ainda acontece demais. Não é mimimi!”, contou.

Sobre a carreira, Ludmilla conta que todo esse sucesso tem as suas recompensas. “Estou gastando minha bufunfa toda. Quando não era famosa, perguntava: ‘Gente, onde os artistas se enfiam? Agora descobri: em casa!”, disse e completou: “Eu ia para a praia e ficava olhando o hotel de longe e achava o máximo. Tem coisas que a gente acha que nunca vai acontecer… Tô muuuito chic!”, concluiu.

Deixe seu comentário