Ex-integrantes do Legião Urbana fazem abaixo-assinado pelo uso do nome da banda

Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá travam uma batalha judicial contra o filho de Renato Russo

Por: Gabrielle Gonçalves | 02 maio - 14:55

O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, ex-integrantes do Legião Urbana, estão brigando na Justiça pelo uso do nome da banda formada entre 1982 e 1996. A batalha judicial vem de uma ação movida pelo filho do falecido vocalista, Giuliano Manfredini. O processo já dura cerca de oito anos, e atualmente, está em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Nas redes sociais, Dado Villa-Lobos anunciou a abertura de um abaixo-assinado em favor da dupla, para que eles possam utilizar o nome sem impedimentos legais. No texto que acompanha a petição pública, o guitarrista explica a briga judicial.

Em 2015, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá decidiram voltar aos palcos para comemorar os 30 anos do lançamento do primeiro disco do Legião Urbana. Na época, os dois tinham conseguido autorização na Justiça para a realização da turnê. A sentença proibia a empresa Legião Urbana Produções Artísticas Ltda., cujo representante legal é Manfredini, de continuar dificultando ou impedindo que os ex-integrantes da banda fizessem o uso do nome.

Foto: Reprodução

No entanto, como a dupla explica no texto do abaixo-assinado, “o herdeiro resolveu entrar com uma Ação Recisória para anular a sentença e com isso impossibilitar definitivamente que Dado e Bonfá se apresentem tocando o repertório que foi construído e eternizado por eles ao lado de Renato Russo e Renato Rocha, os verdadeiros titulares do patrimônio cultural e artístico da banda Legião Urbana”. Manfredini também exige receber acesso ao contrato e aos lucros que os artistas obtiveram com as turnês cantando músicas do grupo.

No início de abril deste ano, a relatora do caso, ministra Maria Isabel Gallotti, votou a favor do recurso movido por Giuliano Manfredini. Ela defendeu o direito de propriedade do nome da marca ao filho de Renato Russo, uma vez que ela foi registrada no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) pela empresa do pai. Agora, o julgamento está paralisado e sem previsão de retorno, porque o ministro do STJ Antonio Carlos Ferreira pediu para analisar o processo.

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