Em entrevista, ex-BBB Viegas comenta sobre a influência do reggae em sua carreira musical

Por: David Mesquita | 11/05/22 - 19:49

Nesta quarta-feira (11) é comemorado o Dia Nacional do Reggae. A data para a celebração deste gênero musical, originário da Jamaica, foi escolhida por ser o mesmo dia em que faleceu o cantor Bob Marley.

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Para comentar um pouco sobre a influência do reggae em sua carreira musical, a redação Metropolitana FM entrevistou, com exclusividade, o cantor e ex-BBB Viegas, que está lançando também seu segundo álbum, que se chama “Conexão“.

Sua marca identitária é a sua relação com os dreads. Viegas sempre se dedicou aos seus dreadlocks e passou quase 20 anos sem cortar o cabelo, e, após um breve período sem usá-los, voltou ao visual antigo no ano passado. Confira a entrevista completa:

Redação Metropolitana – Como nasceu sua paixão pelo gênero musical do reggae?

Viegas – Essa paixão surgiu muito antes de reconhecer o reggae como gênero musical. Desde criança, ouvindo bandas que traziam essas influências, como Skank, Paralamas do Sucesso, e artistas como Gilberto Gil, até que um dia fui conhecer o som do Bob Marley. E aí foi como se tudo tivesse se encaixado. Mais do que entender, eu senti o que era o reggae, a leveza com atitude, o amor com swing, o chão tremendo e o coração vibrando, entendi logo que aquilo era o reggae.

RM – Como o reggae influenciou nas músicas do seu novo álbum “Conexão”?

Viegas – Bob Marley e Gilberto Gil talvez sejam as maiores referências para esse álbum, ambos têm características em comum que me identifico muito, como, por exemplo, a temática romântica, mas, principalmente, a simplicidade na mensagem. É uma forma simples e direta, não precisa de tradutor. A música chega antes da mensagem, que só confirma ou amplia o que o coração já tinha sentido na melodia.

RM – Quais os artistas que cantam reggae te influenciaram, de algum modo, em sua carreira musical?

Viegas – Gilberto Gil e Bob Marley certamente foram as maiores influências, mas depois vem nomes como Damian Marley, Alborosie, Tribo de Jah, Paralamas do Sucesso, O Rappa, Black Alien e por aí vai e vai muito ainda (risos).

RM – Você usa dreads no cabelo já há um bom tempo. Isso tem alguma relação com o reggae?

Viegas – O reggae há muito tempo está presente na minha vida, desde a infância, então certamente tem uma relação sim, até porque vai mais do que o simples cabelo ou um corte que esteticamente acho bonito. Faz parte de uma comunicação visual, o que eu criei como padrão de beleza, de luta e de resistência, então certamente essa base o reggae foi onde aprendi.

RM – Dia 11 de maio é o dia nacional do reggae. Por que você acha que essa data é tão importante para a música?

Viegas – O reggae assim como outros muitos gêneros musicais, veio de uma cultura em que os pretos em guetos criaram, consequentemente isso já é o bastante pra ter sofrido muito preconceito e ser perseguido, até mesmo proibido. Nada mais justo entre tantas comemorações que temos ao longo do ano, ter uma que celebre a vitória de uma cultura que vai muito além da música, como a maioria das pessoas conhece. O mundo bebe de suas referências desde o underground ao mainstream, e essa data é realmente importante e merecida, principalmente para cada pessoa que ama e faz parte dessa construção. Viva o Reggae!

Viegas lança seu segundo álbum

Em mais de 15 anos de carreira musical, Viegas lança seu segundo álbum, intitulado “Conexão”. O novo projeto musical é recheado de parcerias, como Maneva na música “Posso Ser” e Tati Portella, ex-vocalista do Chimarruts, além de muitos outros nomes que integram um círculo de relações e referências do cantor.

Com referências na musicalidade brasileira, desde os cantores Gilberto Gil a Jorge Ben, Viegas buscou uma sonoridade que traduzisse os sentimentos das letras nas canções, junto de sua essência do reggae.

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