Após críticas, Grammy anuncia fim de comitês secretos

Segundo a Recording Academy, as mudanças têm como objetivo garantir que as regras sejam mais justas e transparentes

Por: Gabrielle Gonçalves | 02 maio - 13:05

Na última sexta-feira (30), os organizadores do Grammy anunciaram o fim dos comitês secretos que eram responsáveis por escolher os indicados para o maior prêmio do mundo da música. A informação vem depois de inúmeras críticas de artistas, acusações de manipulação e ameaças de boicote.

Foto: Divulgação

A Recording Academy afirmou que seus mais de 11 mil membros decidirão os indicados para a edição do Grammy de 2022. As decisões era tomadas, até então, por um grupo de 15 a 30 especialistas, com identidades desconhecidas.

Em um comunicado, a Academia disse que as mudanças refletem o seu “compromisso contínuo de evoluir com o panorama musical e garantir que as regras e diretrizes dos prêmios Grammy sejam transparentes e justas”.

A próxima edição do evento também deve incluir 86 categorias, com a criação de mais duas delas – uma sendo especialmente para música latina. O número de alegações nas quais os integrantes do Grammy votam também deve mudar, passando de 15 para 10.

As mudanças ocorrem após o cantor canadense The Weeknd ter acusado a Academia de “corrupção”, em novembro do ano passado. O artista não recebeu nenhuma indicação para o Grammy 2021, embora seu álbum tenha sido aclamado pela crítica e ser um dos mais vendidos de 2020. Ele também havia dito que boicotaria a premiação para sempre.

The Weeknd no Grammy em 2016. Foto: Getty Images

“A corrupção do Grammy continua. Eles devem a mim, aos meus fãs e à indústria, transparência”, escreveu The Weeknd em seu Twitter. O cantor foi premiado no American Music Awards, MTV Video Music Awards e lidera as nomeações do Billboard Awards.

Outra polêmica envolvendo o Grammy foi a demissão da primeira diretora executiva da história da Academia, Deborah Dugan, no ano passado. Dugan alega ter sido expulsa após ter feito denúncias internas sobre corrupção e abusos – incluindo sexuais, dentro da instituição. Após a sua saída, ela processou os organizadores e tornou públicas várias acusações. Na época, a Recording Academy classificou a atitude como “categoricamente falsa, enganosa e errada”.

Além de The Weeknd, a estrela pop americana Halsey, também excluída do Grammy 2021, chamou o processo de nomeações de “elusivo” e disse que “esperava mais transparência ou reforma”. Em março deste ano, o cantor e ex-integrante da banda One Direction, Zayn Malik, pediu o fim dos comitês de votação anônimos.

“Continuo pressionando e luto pela transparência e inclusão. Precisamos ter certeza de que estamos honrando e celebrando a ‘excelência criativa’ de TODOS. Vamos nos livrar dos comitês secretos”, tuitou o cantor.

No texto publicado na última sexta-feira, o diretor e presidente interino da Academia, Harvey Mason Jr, disse que foi “um ano de mudanças transformadoras sem precedentes para a Recording Academy”. “Esta é uma nova academia, que dobrou seu compromisso de atender às necessidades da comunidade musical”, completou ele.

Com informações de AFP e The Guardian

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