Fred Nicácio relembra como saiu do ármario e conta que foi submetido a ‘cura gay’

Fred Nicácio relembra como saiu do ármario e conta que foi submetido a ‘cura gay’ - Metropolitana FM

Aproveitando o final do mês do ‘Orgulho LGBTQIAP+‘, Fred Nicácio deu detalhes sobre como foi o processo de se assumir um homem gay dentro de uma família cristã e contou que chegou até a ser submetido a um tipo de ‘cura gay’. No papo, Fred também contou que por muito tempo precisou escolher entre manter contato com sua família e ser quem ele é.

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“Nasci num lar evangélico. Sou filho de pai e mãe militares, e vocês podem imaginar que esse não é um meio muito salubre para pessoas LGBTs. Passei por curas gays”, contou ele, que seguiu: “Essa ‘saída do armário’, para mim, foi muito dolorosa, porque isso veio com uma ruptura da minha com família, sem o apoio, sem o amor, sem o afeto, sem o acolhimento. A minha história não é única. Ela é uma história que se repete em vários lares brasileiros. Não foi fácil”, afirmou.

Em seguida, Fred contou sobre como foi a decisão de se separar da família: “Que bom que consegui. Muitos não conseguem sobreviver a essa angústia. Mas eu tive apoio de amigos e, na época, do meu namorado e hoje marido, para que eu pudesse superar todas essas dificuldades e adversidades. Eu tive muita fé, muita força de vontade. Acreditei naquilo que estava dentro do meu coração e que me dizia que ‘não há problema nenhum amar quem quer que seja’. Amor é amor”, afirmou.

Fred Nicácio fala sobre projeto no Rio Grande do Sul e expõe chamado

Assim como outros ex-BBBs, o médico Fred Nicácio também tomou a decisão de viajar até o Rio Grande do Sul para se voluntariar na linha de frente e ajudar as famílias que perderam tudo na tragédia climática que o estado vem vivendo há algumas semanas. No entanto, em uma entrevista para a Revista CARAS, o médico detalhou um pouco mais como tem se sentido nas últimas semanas, além de falar sobre a rotina de voluntário e parabenizar a mobilização nacional.

“A decisão de vir para o Rio Grande do Sul partiu de uma necessidade, de um desejo que nasceu no meu coração, em ajudar além das doações, além das postagens virtuais. Eu, como médico, acredito que poderia fazer mais, acredito que eu poderia doar o meu tempo, a minha presença física, o meu atendimento médico, aquilo que eu adquiri ao longo de anos no SUS, a minha experiência na pandemia”, iniciou ele, que não parou por ai: “É bom saber que eu posso fazer isso que eu faço e que eu farei isso quantas vezes forem necessárias. Poder estar nessa front é um “sim” para minha missão, sabe? É dizer “sim” para a profissão que eu escolhi lá atrás”, declarou.

Fred então falou sobre atuar na linha de frente e poder ser embaixador do Fundo Positivo, uma instituição apartidária que financia diversas ONGs no Brasil: “Reativar esse lugar que sempre existiu em mim, que é o do cuidado ao próximo, da assistência, é muito bom. Eu tenho me mobilizado para além dos atendimentos médicos, que já é uma mobilização gigantesca, porque estar aqui trabalhando diretamente com a população é extremamente desgastante, mas, ao mesmo tempo, é muito gratificante. Ninguém vem para cá obrigado, vem para cá porque quer, porque tem o desejo de poder ajudar”, finalizou.