Crítica | “Ad Astra – Rumo Às Estrelas” é denso e tem narrativa melancólica

Filme traz Brad Pitt como protagonista em futuro talvez não tão distante

Por: Gabriela Orsini | 27 setembro - 18:35

Temos costume de olhar para as estrelas e pensar como seria a vida lá em cima, e muitos filmes trazem essa temática, em diversos estilos: animação, comédia, drama, terror. Mas algo em comum em muitas produções é a questão da solidão no espaço, e “Ad Astra – Rumo Às Estrelas” tem isso como tema central.

Brad Pitt é o protagonista do filme, que se passa em um futuro incerto onde viagens espaciais são algo tão comuns quanto pegar um avião. Parte que poderia ter sido mais explorada e discutida, mas o intuito do filme é olhar para dentro, e não para o macro. E os humanos ainda estão na fase de exploração e buscando responder a mesmo pergunta de hoje: existe vida além da Terra?

Roy McBride deve viajar até a Lua e da Lua até Marte para tentar comunicar com seu pai, um pioneiro que anos atrás foi para Netuno em busca de vida extraterrestre. A missão é confusa e poucos detalhes são dados, mas esse nem é o foco da trama. A trajetória interna do protagonista é o que importa, mostrando como a solidão tão desejada antes, pode ser o ponto de ignição para traumas que ele nunca deixou vazar.

O ritmo do filme é lento, lembrando alguns outros que seguem a mesma linha, como “Gravidade” e “Interestrelar”, e os poucos momentos que trazem mais ação são rapidamente engolidos pela densidade do vazio no espaço. Pode-se até fazer um paralelo de como a Terra e os humanos são pequenos se comparados a imensidão do universo conhecido. Até onde nosso ego é capaz de aguentar o sufoco de estar no vácuo entre estrelas e planetas enormes, regiões tão desconhecidas quanto o nosso próprio ser?

A viagem externa de Roy pelo espaço, leva a uma tentativa de entendimento interno, um debate sobre qual é o nosso limite, até onde iríamos e aguentaríamos?

“Ad Astra – Rumo Às Estrelas” já está em exibição nos cinemas do Brasil! Confira o trailer abaixo: