“Uma Dobra no Tempo” tem mensagem inspiradora, mas se perde no tempo e espaço

Filme dirigido por Ava DuVernay foi uma das grandes apostas do estúdio

Por: Gabriela Orsini | 29 Março - 3:38 PM | comentários

O novo filme da Disney, “Uma Dobra no Tempo” conta a história Meg Murry (Storm Reid), uma garota que tem que enfrentar perigos e aventuras através do universo para resgatar seu pai, interpretado por Chris Pine, que sumiu misteriosamente. Ele era cientista que estudava um meio de se teletransportar pelo espaço, conceito batizado de Tesseract, e acabou conseguindo por suas teorias em prática.

Quatro anos depois do sumiço dele, três mulheres bem excêntricas começam a aparecer na vida de Meg, a Sra. Quequeé (Reese Witherspoon), Sra. Qual (Oprah Winfrey) e Sra. Quem (Mindy Kaling). Todas amigas do seu irmão, Charles Wallace (Deric McCabe), e elas os incentivam a mergulhar nessa aventura em busca do Dr. Murry.

Apesar do tema parecer complexo, com viagens no tempo e espaço, novos planetas e conceitos estranho a maioria do público, por o filme é voltado para os mais jovens a explicação é bem simples e didática. Como a própria diretora Ava DuVernay avisou, “Uma Dobra no Tempo” é para crianças de 8 a 12 anos, ou para a criança interior de todos os mais velhos que assistirem.

A mensagem por trás do filme é realmente muito bonita, pois a jovem Meg enfrenta muito bullying na escola, ela não gosta de seu cabelo, ou seu corpo e suas roupas. E enquanto ela está procurando seu pai, ela também passa por uma jornada pessoal de aceitação e amor próprio. A grande luta do bem contra o mal também faz parte da trama central, e o filme une as duas coisas para mostrar como o mundo pode ser melhor. Essa é a grande mensagem que fica ao final, mas ela acaba se perdendo um pouco em meio aos excessos e conceitos abstratos do filme.

Ao tentar criar mundos e viagens complexas, usar e abusar da criatividade, cores e da fantasia da história, o enredo acaba ficando pouco palpável, e, talvez pelo curto tempo de duração, as coisas acontecem muito rápido sem dar a devida importância. Momentos que deveriam ser emocionantes, ficaram rasos pela falta de complexidade.  Não ficam dúvidas sobre os acontecimentos, ou assuntos inacabados, o que também é uma vantagem. Mas alguns pontos poderiam ser melhor desenvolvidos, mesmo.

“Uma Dobra no Tempo” estreia nos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (29).

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